<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894</id><updated>2012-01-28T21:39:43.226-02:00</updated><title type='text'>Mim Observador</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-1485686055650431746</id><published>2011-09-28T02:47:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T02:47:09.354-03:00</updated><title type='text'>... e de repente um "mas"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999; font-size: x-small;"&gt;Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999; font-size: x-small;"&gt;O que não pode ser dito, afinal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999; font-size: x-small;"&gt;Ser um homem em busca de mais, de mais...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999; font-size: x-small;"&gt;Afinal, feito estrelas que brilham em paz, em paz...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: x-small;"&gt;(Lenine - O silêncio das estrelas)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é preciso mais, mas é preciso menos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é preciso outras coisas também&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas não é preciso tantas coisas além&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas não é preciso nada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é importante não dizer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é importante que se saiba&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é interessante ter cuidado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é interessante se soltar sem medo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é fundamental ter medo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é fundamental nao se assustar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é fundamental que se admire &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;mas é preciso, importante, interessante e fundamental cativar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;criar os laços, ser e estar &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;viver e deixar viver&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;porque brilho não nos falta.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-1485686055650431746?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/1485686055650431746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=1485686055650431746&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1485686055650431746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1485686055650431746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2011/09/e-de-repente-um-mas.html' title='... e de repente um &quot;mas&quot;'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-1949243589220554837</id><published>2011-07-27T04:39:00.002-03:00</published><updated>2011-07-27T17:15:31.127-03:00</updated><title type='text'>Mimimi desproporcional (ou Simplesmente nós)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É no silêncio que os meus olhos agora vão buscar o timbre da sua voz e, enquanto meus ouvidos incansavelmente relembram aquele sorriso meio de canto que você esboçou me mandar antes que eu fosse embora, ao te ouvir meus pensamentos não me traem: você não está aqui. E ainda que não esteja, ainda que sua presença seja apenas uma artimanha hipotética da minha condição de ser que se ausenta e tenta manter fresca a imagem de quem se quer bem e que racionalmente eu saiba que você não está aqui, ainda assim, mesmo com toda a minha lógica apurada que insiste em me dizer o tempo todo que você não entrará correndo por aquela porta gritando comigo que eu já deveria estar dormindo ou que, por mais que eu queria, não acharei nenhum bilhete seu grudado na porta, ainda assim, mesmo com essa distância que eu confesso para você já não mais saber se é grande ou pequena, se aí não é aqui e vice-versa por você já ter se tornado uma constante na minha cabeça, agora, eu sinto você ao alcance das mãos como se meus dedos pudessem sentir a leveza dos seus e dedilhassem seu corpo aos pouquinhos terminando a envolver os seus ombros naquele abraço desmedido que nós temos. Eu sinto você(,) aqui(!), comigo(,) e em mim. Desmedido: eu poderia agora falar dos meus exageros, por ser tão eloqüente nas minhas aparições ou por tantas vezes ter te deixado embaraçada e me desculpar por vez ou outra parecer inseguro. É que de repente tudo está muito certo e estou muito bem e as coisas estão se ajeitando pra nós e nós estamos nos ajeitando pra mais e, sem saber, surge um medo, sabe-se lá vindo de onde, caco de vidro esquecido do último corte, pequena mancha na vidraça recém posta, que não chega a atrapalhar, é verdade, mas vira e mexe incomoda e nos tira o foco. Des-me-di-do! Eu já disse, eu poderia achar mil razões que me justificassem ou pelo menos dessem sustentação aos meus atos (desmedidos!), contudo só tenho certeza de duas: você e os filmes. Talvez mais as cenas do que propriamente os filmes. Tudo aquilo que eu vejo na volta pra casa de qualquer dia seja lá o motivo que me tenha feito sair. O casal que briga ao telefone - nas palavras dele por “ciúmes bobos”, afinal, ele só foi até a casa dela porque ele realmente precisava pegar o resto de suas coisas. O casal que se ama sem maiores motivos, amar foge às razões. A menina que brinca de re-significar as mãos na janela do trem ensinando aos atentos formas mais leves de encarar a demora. O menino que cola bilhetes despropositados na esperança de quem alguém sorria ao vê-los. E aquelas, dos filmes, mais clichês e que eu vivo plagiando na tentativa de te arrancar sorrisos. O amor é clichê, já disseram.  E já falaram sobre muitas formas de amor, de amar, e já tentaram explicá-las infinitas vezes, mas todos concordam que não há o que se explicar e que qualquer aproximação não passa de uma tentativa vã, uma forma de tornar tangível o intangível, mas não há quem se canse dessa vitória travestida de derrota. E aqui assumo minha glória: - Prazer, um perdedor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você. Eu não sei como dizer ou quais palavras usar. Eu não sei. Eu tento buscar na minha memória meus melhores vocábulos, qualquer palavra que se assemelhe ao que eu sinto ou que possa ter tornar mais palpável, mas você me remete as palavras que eu não conheço e toda vez que eu tento buscar significados eu fico só na intenção porque meu analfabetismo funcional se evidencia e eu me vejo excluído das sintaxes, dos sentidos. Assim, você me fez alvo das poesias do mundo e eu me vi sujeito-poeta no lirismo solto. E só agora percebo que durante todo esse tempo eu fui engolindo essas palavras desconhecidas, as mais exatas, essas que não deixam entrelinhas que se acumulam nos pulmões e te afogam num emaranhado de frases presas na garganta. Palavras que não precisam ser palavras. Palavras que nos seus olhos dilatam meu tempo. Palavras que você chora. Palavras que eu escondo. Palavras. Só palavras. Nada que não saibamos, nenhum segredo que nossos sorrisos não digam. Nenhuma certeza que seu abraço não me dê. E quanto mais eu conheço os seus medos mais eu acredito que você é, sim, um pulo certo na minha vida e que mesmo com todas as incertezas do futuro, mesmo que lá na frente as coisas possam parecer erradas, que as brigas sejam inevitáveis e que tudo mude, é com você que ontem eu sonhei e é com você que hoje eu gostaria de estar dormindo. É com você que eu divido o meu céu e suas infinitas possibilidades...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;o mundo repleto de coisas bem nossas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 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margin-right: auto;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-P6NmESucVpQ/ThWBEN_eajI/AAAAAAAAB0M/EyXnrUbGaoQ/s1600/Moonlight.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-P6NmESucVpQ/ThWBEN_eajI/AAAAAAAAB0M/EyXnrUbGaoQ/s320/Moonlight.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;"&lt;em&gt;(...)&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; Estou tão feliz, meu bom amigo, de tal modo imerso no sentimento de uma existência tranquila, que minha arte está sendo prejudicada. Neste momento não poderia desenhar uma linha sequer, e, no entanto, nunca fui um pintor mais abençoado do que agora. Quando, ao meu redor, os vapores emanam do belo vale, o sol a pino pousa sobre a escuridão indevassável da minha floresta, e apenas alguns raios solitários se insinuam no centro deste santuário; quando, à beira do riacho veloz, deitado na grama alta, descubro rente ao chão a existência de mil plantinhas diferentes; quando sinto mais perto meu coração o fervilhar do pequeno universo por entre as hastes, as inumeráveis e indecifráveis formas das minhoquinhas e dos pequenos insetos... - nestes momentos, meu amigo, quando a penumbra invade meus olhos, o mundo ao meu redor e o céu repousam em minha alma como a imagem da bem-amada, muitas vezes arrebata-me um anelo ardente e fico pensando: 'Ah, se pudesse expressar tudo isso, se pudesse imprimir no papel tudo aquilo que palpita dentro de ti com tanta plenitude e tanto calor, de tal forma que a obra se tornasse o espelho de tua alma'&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;- Meu amigo! - Mas soçobrarei, sucumbo ao poder da grandiosidade destas manifestações."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;J. W.&lt;strong&gt; Goethe&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;Os Sofrimentos do Jovem Werther&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(10 de maio)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-135574936791257724?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/135574936791257724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=135574936791257724&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/135574936791257724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/135574936791257724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2011/07/uma-serenidade-maravilhosa-inundou-toda.html' title='&quot;Uma serenidade maravilhosa inundou toda a minha alma...&quot;'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-P6NmESucVpQ/ThWBEN_eajI/AAAAAAAAB0M/EyXnrUbGaoQ/s72-c/Moonlight.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-804148154669581837</id><published>2011-05-24T05:12:00.001-03:00</published><updated>2011-05-24T05:13:40.881-03:00</updated><title type='text'>Do dia em que você subiu naquele ônibus..</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós, nós corremos até o posto, eu lembro..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você, desacreditada.. perdemos, disse intranquila&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e nós corremos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas antes, um pouco antes,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;bem, na verdade o que eu tenho pra te dizer é de antes, de muito antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de corremos, antes do posto.. bem antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De quando você tocava alguma coisa para alguém, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu já não me esforço agora para lembrar o que nem para quem... não lembro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro da tua saia branca, lembro do teu cabelo preso e até dos teus óculos escuros.. mas é só. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro da certeza que tive ao pescar sua presença no meio de tantas e da forma como tentei me mostrar pra você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me perdoa, me perdoa por essa minha falta de atenção que me prendia a você, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que não me deixava notar as notas que tua boca suspendia, embora tua boca estivesse lá... disso eu lembro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da nossa primeira conversa efetiva, do nosso primeiro beijo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa mesma falta de atenção que, depois, transformava tuas intenções na minha cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do não fazia sim e nós funcionávamos bem, obrigado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu cheguei ao ponto de te perguntar se as coisas caminhavam por que, às vezes, eu inventava de ficar atento e me ouvia ouvindo coisas que você não dizia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me pegava discutindo coisas que não existiam enquanto você ia, ali, martelando sua sensatez na minha falta de medida com palavras certas em doses homeopáticas de uma realidade diferente dá que eu quis pra nós. Pra você pareciam existir palavras certas e eu era um descompensado nesse jogo. Cantava alto pro mundo nos sorrisos os poucos sussurros que você me dava, e fazia dos outros poucos outras coisas absurdas. Radicalizava simplificadamente. Estranhava essa nossa falta de nexo que nos fazia reféns, dizíamos que “não mais” e noutrora estávamos nos desdizendo, dando sobrevida as confusões. Estranho, também, imaginar que na vez que falamos o contrário aí sim nos despedimos de fato e, até nisso, fomos incoerentes. Enquanto fazíamos sexo as coisas fluíam, o amor fodeu tudo. Te prometia algumas coisas que hoje posso afirmar: sandices de menino. Primeiro por serem promessas e já era hora de sabermos que determinadas coisas não se prometem, depois, por serem eloquentes tentativas de estreitar os laços, laços que, veja você, não foram dados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que eu quero te dizer.. que eu ainda não disse, mas vou é de antes, de bem antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minto quando disse que eu lembro do nosso primeiro beijo, eu não lembro do nosso primeiro beijo, nem de muitos que vieram depois... mas lembro do último.. um beijo que não deveria ter acontecido, que nós nos permitimos sem poder, que nos trouxe arrependimentos. Primeiro você, instantes depois, depois eu, dias atrasado. Para isso, também, nosso tempo foi outro. O nosso tempo era outro. Eu era novo na cidade e você tão sabida das ruas, você se formando e eu começando a me formar, você encerrando ciclos eu querendo vivê-los. É, nosso tempo era outro. Tanto que nos desencontramos. E eu cheguei a querer que fosse diferente: quis que meu telefone tocasse e fosse você dizendo qualquer bobagem, quis ver você amanhecendo outra vez no meu portão e quis mais, quis coisas que até hoje não tenho conhecimento que quis, mas que ninguém poderá dizer que não quis, porque, olha, eu quis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós, nós corremos até o posto, eu lembro..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você, desacreditada.. perdemos, disse intranquila&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e nós corremos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas depois, um pouco depois&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;bem na verdade o que eu tenho pra te dizer é de depois, pouco depois&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pouco depois de você ter subido naquele ônibus, depois do motorista ter perguntado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Seu namorado não vem?” e você ter respondido “Não, ele fica”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa Viagem!! &lt;strong&gt;Vai&lt;/strong&gt;! E se cuida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;e agora eu já disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-804148154669581837?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/804148154669581837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=804148154669581837&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/804148154669581837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/804148154669581837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2011/05/do-dia-em-que-voce-subiu-naquele-onibus.html' title='Do dia em que você subiu naquele ônibus..'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-8737193481163179533</id><published>2011-02-24T04:43:00.003-03:00</published><updated>2011-02-24T04:53:01.621-03:00</updated><title type='text'>Cisne Negro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A luz está fraca, ao fundo sons de uma academia, voz da professora que grita. Palmas. Minha caneta azul me parece preta, a luz está fraca, já disse? Barulho de chaves na mão da moça que passa. Minha rua, Mato Grosso, não é movimentada nem desmovimentada demais, passaram por aqui dois casais agorinha. Um dos amantes falou, no intervalo de tempo que pude escutar, algo sobre aulas de skate, a moça riu. O outro, no minuto seguinte, revelou que fará academia. Deve morar por&amp;nbsp;aqui. A professora continua gritando. Provavelmente ele não faça academia. Mania nossa de nos motivar em promessas que nunca cumpriremos, do contrário ele é mais disciplinado que eu, nunca fiz academia. Minto. Paguei um mês uma vez, fui dois dias e... esqueci. Meu corpo, não. Penso quantas vezes meus pulmões não se sentiram aliviados, porque, olha, eu prometi várias vezes parar de fumar. Prometi, mas nunca parei. Meu corpo sente. Eu consinto. Não paro. O moço da farmácia ontem tinha voz de locutor, estou gripado, mas hoje na volta pra casa chovia e eu não hesitei em me banhar. Pausa pra discutir o futuro. As coisas estão meio loucas agora. Estou fumando. Mudança. Estou de mudança. A Mato Grosso é uma passagem e eu estou passando. Preciso pensar no futuro. Preciso de um emprego. Mais um Zé que deixa a segurança do ninho almejando novos voos. Santo André me escolheu. Teatro. Sou ator. Me formando ator. Formação 15 da Escola Livre de Teatro (ELT). Meu nome está lá. Engraçado pensar que muitas coisas na vida são assim, questão de estar. O meu nome está, já disse? Eu tenho falado muita coisa e muita coisa que eu disse não faz tanto sentido agora. Sobre estarmos, eu nunca sei se existe um destino traçado ou se tudo não passa de coincidência, mas meu nome está lá. É simples na sua complexidade. Essas coisas paradoxais me despertam a atenção. Talvez seja isso, estar atento. Tenho tentado. Quando você abre os olhos para além do que os olhos podem ver surgem novas cores e uma buzina, como essa que tocou agora, te assustam e te fazem perder o raciocínio. Tenho tentado estar atento para além das buzinas, para além dos olhos. Um carro não é só um carro quando você percebe que tem alguém atrás do volante e que para alguém estar no volante outro alguém derrubou uma gota de suor ou apertou algum botão. Que pro fim há um meio que sucede um começo que também teve um começo e que tem gente que perde tempo tentando entender tudo isso. Tudo isso que somos nós, mas que em separados funcionamos bem, obrigado. Eu aceito. Aceito que gripes virão e com elas farmacêuticos com voz de locutor. Choverá alguma dia e eu vou me molhar outras vezes. Algumas eu vou querer me molhar, outras não, mas sobre determinadas coisas eu não tenho jurisdição. Acho que é a primeira vez que eu escrevo jurisdição. Me atentei pra isso agora. Quantas não são as palavras que eu nunca escrevi. Magnólia, por exemplo, mas essa eu escrevi agora e já não serve mais de exemplo. Outro dia eu naveguei pela primeira vez no corpo de uma mulher. Navegar é preciso, diria eu. Alguém disse isso outra vez. Não foi o meu primeiro sexo, sexo eu tinha feito antes... Daí eu fico pensando em quantas virgindades, ou seriam virginidades, não sei, eu ainda vou perder. Eu me confundo porque gosto de criar palavras. E me confundo com os porquês. Um é junto o outro é separado e até pra isso é preciso estar atento: tudo muda se alguma coisa muda. Tenho tentado estar, mas eu me confundo facilmente com a falta de virgulas ou com a separação de coisas que deveriam estar juntas, muitas coisas deveriam estar juntas, muitas que não deveriam estão, mas olha eu escrevendo jurisdição novamente. Eu não tenho de novo e outra vez. Nesse caso e em muitos outros. Eu também me pergunto em quais tenho e se você não se perguntou isso agora talvez uma dia se pergunte e, tendo respostas ou não, porque isso é possível, as coisas podem não mudar nunca, se mudarem tudo muda. Eu estou mudando no sentido mais literal da colocação e consigo perceber isso, mesmo que eu não entenda, entendimento é uma coisa complicada de se ter, e isso também aceito, eu estou, entende? Uma pergunta necessariamente não precisa de uma resposta única, podem ser várias ou nenhuma. Há quem diga que nenhuma resposta já é uma resposta, precisaria ser mais entendido do assunto para afirmar, é que muitas das minhas&amp;nbsp;perguntas ainda nem fiz. Se farei? Talvez. Aceite. Algum dia é algum dia e certas coisas podem não mudar. Acredito que tudo é relativo, sim, mas que se a gente relativiza demais os parâmetros deixam de existir e&amp;nbsp;sem parâmetros fica difícil de concluir alguma coisa que não seja só relativa. Muita coisa não é uma coisa só, ironia ou não isso é relativo de cada coisa. Uma pessoa não é uma coisa só, mas tem coisas que só aquela pessoa tem. E se isso tudo está confuso agora é que Javier tocou a campainha e eu tentando estar atento atendi. Qualquer dia eu vou visitar uma cachoeira ou a lua. Talvez isso só faça sentido para a pessoa que me convidou, aceite isso também. Tem coisas que só aquela pessoa pode ter, aquela pessoa que é&amp;nbsp;única, mas que não é única. Metáfora boa não precisa de explicações e a gente acaba cabendo da forma que quiser, que couber. Pés 42 incomodam bastante num tênis 39, isso quando cabem, às vezes nem isso. O fato é que eu vou me apaixonando pelas singularidades e como existem coisas singulares nessa vida. Você não vai acreditar, mas acabou de passar um provável pai com sua provável filha segurando cada um um saquinho com peixes. SINGULAR. Vou ao posto comprar mais cigarros. No caminho fui pensando em como são peculiares as ruas, particularidades mesmo. Quantos peixes em mãos eu deixei de ver? Quantos eu vi de verdade? Olhar não é enxergar. Necessidade é algo pesado demais pra se carregar, sabia? Não sei, é que a mágica do acontecer é mais bonita na surpresa. Surpreender-se primeiro para surpreender depois: "eu fiz isso mesmo?" pode ser uma pergunta interessante de ser recorrente. Tudo é envolvimento mesmo quando não&amp;nbsp;é. Eu já disse dos paradoxos? Pois é, fico meio repetitivo, contudo aprendemos que a&amp;nbsp;repetição pode deixar o repetido diferente. Todo momento por mais igual é unico e tudo que é unico não é igual. Fiz de novo. Tendência é uma coisa que pode ser seguida, ou não, e a previsibilidade pode ser questão de afinidade. Reconhecer é como a chama da reconquista, não que elas acabem e precisem se renovar, ou recomeçar, serem refeitas, nada precisa, lembra? Mas continuidade é uma coisa boa a ser desenvolvida e refazer é construir com alicerces mais fortes, com uma profundidade maior, talvez estabilidade. Estabilidade não tem nada a ver com estagnar. Parar é ação até certo ponto depois fica mais para ponto certo em que se está. FIXO. Sábias são as plantas&amp;nbsp;que se&amp;nbsp;enraízam, mas não deixam de crescer. Criar raízes, ou laços, ou queria você chamar de outra coisa, sinta-se a vontade para dar o nome que quiser, palavras são prisões muitas vezes, é fundamental. O Rô passou aqui e me chamou de menino, disse ter pego o último trem. Estranho pensar que alguém possa tê-lo perdido. Aqui, como em qualquer outro lugar, o trem não espera, os minuto seguem e as estações se renovam, mas é tudo isso muito novo (antigo). Tenho a sensação de que a sensação de perder é muito mais antiga que o trem, muito mais antiga que o antigo que me vê menino, menino que mesmo menino fica antigo quando perde o trem. Eu adoro metáforas, já disse? É que digo tantas coisas que perco os sentidos então. Jabaquara ou tucuruvi? Eu nem me lembro. Ah, eu acredito nos sinais e no ser feliz para sempre, sempre não é todo dia, mas aquele dia, com toda certeza, será&amp;nbsp;para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Nós estamos no todo e o todo faz parte do mundo,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;mas nem tudo junto são todos e os todos não são o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Matheus Nascimento Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Santo André, SP&amp;nbsp;- 24/02/2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-8737193481163179533?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/8737193481163179533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=8737193481163179533&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/8737193481163179533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/8737193481163179533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2011/02/cisne-negro.html' title='Cisne Negro'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-1447863652599653992</id><published>2011-01-11T17:57:00.008-02:00</published><updated>2011-01-17T04:55:43.016-02:00</updated><title type='text'>"Ontem a noite eu não fiz nada"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela oscila nos próprios sonhos escutando sempre uma voz firme dentro da cabeça: vai! Mas nunca há quem aponte a direção, não há caminho que se siga. Pálida, acorda sempre irritada com a luminosidade do quarto, e não ousa fechar as cortinas, nunca, por mais áspero e vulgar que seja o seu reflexo na janela ela gosta de se imaginar despida assim, entregue a cama, trocando fluídos com os lençóis úmidos. Maquiagem borrada e, na cabeça, um “o que foi que eu fiz ontem a noite?”. Uma estranha dentro no próprio ninho. Dedilha a sapatilha de criança pendurada na parede sabendo que já não é mais nenhuma bailaria de conto de fadas, sabe mesmo que sua vocação é para puta. Puta mulher, não mulher puta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O que nós fizemos ontem a noite?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escandalizava-se com as meninas do colégio classe alta abastada. O dinheiro era sujo, e o seu jogo também. Meninas que desfilavam dotes. Durante muito tempo andou sem tato para as futilidades advindas dos círculos sociais. Era mais, sempre fora - “Do que é você está falando mesmo?” - Jovem e sexy, mordiscava os lábios durante as aulas de francês enquanto rapazinhos bobos e desavisados, tomados pela beleza do sotaque, a idolatravam em pensamentos floreados. A maioria dos tidos fortes busca uma beleza burra e vazia da qual ela nunca se aproximou. Ela é bonita naquele esquema de bonita &amp;gt; linda &amp;gt; bonita*. O francês rebuscado e suas curvas intelectuais a permitiam bulinar com o olhar todos os seus amantes, só garotos, prezas fáceis, vítimas do encanto de uma menina-moça. Um algo comum pelos corredores que passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O que você fez comigo ontem a noite?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grita feito Francine o descontentamento momentâneo, os poucos orgasmos que teve e por sua a lucidez complacente. Fica se perguntando se essa, a lucidez, não é uma forma mórbida de encarar os fatos. “Encare os fatos de vez em quando.” Ascendente em escorpião, descende de uma linhagem rara de mulheres sem mães que destilam seu doce veneno acidentalmente. Ingenuidade pecaminosa e avassaladora de uma raçazinha peculiar e iluminada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“(.....)”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irremediável, toca na carne sensível do tesão eloquente com fino trato. Em meios ao silêncio dos seus pensamentos constrói com perfeição imperfeições paradoxais. Esboça acordar vestindo uma camisa só de calcinha, preparar um café e olhar o seu homem deitado pela fresta da porta. Ele olha de volta. Esboça! Mas vai ver o esboço não esboça mais. Infortúnio dos que têm tudo e não encontram as circunstâncias. Machuca-se na tangência dos recortes vividos, mas não deixa de vivê-los. Ela não é sexual, o sexo não a faz. Sexualmente é bom, mas estar dentro nunca foi estar junto. Ela se deixa escapar em por menores. "Você já foi abraçado?" Respiração conjunta de peitos colados. Ser um, ser dois, ser mais. Ela é mais, sempre fora. Entrelaçar de mãos. Vontades implícitas nos gestos explícitos. Não é preciso força, não é preciso jeito. Não se deve ter medo. Apegue-se. Seja pra CARALHO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garotos, quem vive em arte transcende o viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Meu cigarro acabou, vou dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;O que você fez comigo ontem a noite?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-1447863652599653992?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/1447863652599653992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=1447863652599653992&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1447863652599653992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1447863652599653992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2011/01/ontem-noite-eu-nao-fiz-nada.html' title='&quot;Ontem a noite eu não fiz nada&quot;'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-5675239063247172059</id><published>2010-12-18T21:08:00.000-02:00</published><updated>2010-12-18T21:08:31.317-02:00</updated><title type='text'>O Descobrimento do Brasil</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fico repetindo frases feitas de poetas consagrados na tentativa de me alimentar de esperanças outras. &lt;b&gt;B&lt;/b&gt;rinco de me construir nos dissa&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;ores que minha &lt;b&gt;b&lt;/b&gt;oca jamais ousou provar. Fotografo fotografias. “&lt;i&gt;O meu dia foi &lt;b&gt;b&lt;/b&gt;om, pode a noite descer. (A noite com seus sortilégios.)”&lt;/i&gt; Não que eu precise – mesmo que precise. Toda lucidez traz a tona fragilidades caprichosamente protegidas, miudezas que, estrategicamente, só revelamos ao fino toque que &lt;i&gt;“encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta, com cada coisa em seu lugar”&lt;/i&gt;. Defendo &lt;b&gt;B&lt;/b&gt;andeiras de pátrias não minhas, e nunca com menos empenho, com menos suor. Vivencio teatros e vampiros, desenho com giz teus olhos castanhos que há tempos tempestades não podem apagar, sem nunca ter sido Maurício. Ainda que digam que a solidão me caia &lt;b&gt;b&lt;/b&gt;em. Passei à margem dos meus excessos experimentando alguns quases, equili&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;rei-me na tênue que separava o certo do duvidoso. &lt;b&gt;B&lt;/b&gt;elisquei. Mordisquei. Ensaiei passos além dos horizontes. Ensaiei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Hoje danço. Parágrafo seguinte porque todo aprendizado carece de espaço, porque nem todo homem sa&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;e dançar, porque todo homem deveria sa&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;er. Hoje eu danço. Mais que ritmo, é condução. Atmosfera. Dois corpos, mesmo espaço. Valer-se da máxima ‘&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;om encontro é de dois’. Danço a convite de uma so&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;erana, certa Senhora, Senhora dos meus anseios, dos meus receios, um reles coadjuvante das tuas manias. Felicidade minha, minha senhora, que su&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;limou e encantou os sorrisos com ternura sem precedentes na dança, dança comigo e me ensina a dançar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É tão simples e tão assustador. Você se mostrando assim, mansinha, invadindo cada pedacinho meu, vagarosamente, como se me pedisse licença, sem pedir. Ensinando caminhos em mim, explorando portas impensadas até então. Não é que eu tenha me achado em você ou vice e versa. Ao contrário. Tenho a sensação de estar cada vez mais perdido, menos conhecedor de mim, mais avulso no meu próprio caminho. E digo mesmo, não importa, contanto que seja sempre assim. Você não me completa. Nunca completará. Minhas imperfeições são minhas e essas eu não divido. Mas afinal, quem é você?! - &lt;i&gt;(O amanhecer) &lt;/i&gt;- &lt;b&gt;B&lt;/b&gt;oca! - &lt;i&gt;(O despertar&lt;/i&gt;) – Nenhuma – (&lt;i&gt;Presente da vida)&lt;/i&gt; - palavra!  Nunca mais. Não responda. Deixa minha vontade impregnada, crescente, &lt;b&gt;b&lt;/b&gt;rincando de se construir nos sa&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;ores que minha &lt;b&gt;b&lt;/b&gt;oca jamais provou... mas há de.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Será que você vai sa&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;er, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;o quanto penso em você com meu coração?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Estou pensando em casamento&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Ainda não posso me casar&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Eu sou rapaz direito&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;E fui escolhido pela menina mais&lt;/span&gt; &lt;b style="color: black;"&gt;bonita&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit; font-size: small;"&gt;(&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lZvhgg_Q8So"&gt;&lt;b&gt;O descobrimento do Brasil - Legião Urbana&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-5675239063247172059?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/5675239063247172059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=5675239063247172059&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/5675239063247172059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/5675239063247172059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2010/12/o-descobrimento-do-brasil.html' title='O Descobrimento do Brasil'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-2936345554066722453</id><published>2010-10-11T00:10:00.000-03:00</published><updated>2010-12-15T04:09:49.773-02:00</updated><title type='text'>Tóquio.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu me acometo suicídios trinta e quatro vezes seguidas. Perdi o tato. Figuro por entre espaços que mal conheço na busca por respostas que nem mesmo sei se existem. Desconheço quais são as perguntas. Vivi a vida pelas pequenas brechas que me foram dadas com a vista turva e o riso frouxo enquanto a fumaça do meu cigarro me consumia. Às vezes eu sufoco, e é quase sempre. Perdi o nexo. As pessoas em mim são perecíveis. Lentamente me acostumei ao silêncio e a porta sempre fechada, um só travesseiro na cama com as paredes a me confortar, ainda assim sofro com determinadas ausências. Meu paradoxo voluntarioso. Perdi o elo. Já não sei mais qual será o meu lugar, contudo sei reconhecer quais não pertenço. Vou passando estação por estação. Por elas, com elas. Perdi o rumo. O tempo futuro assusta, o passado não sara e o presente ainda não me fora dado. Minhas angústias se perdem sem hora pra chegar. Saturno demorou a voltar. Perdi meus relógios. Na mesa sempre vários copos por beber, cigarros por fumar, conversas por ter. Perdi minhas companhias. O meu abraço resguardo, meus segredos não conto, meus sonhos escondo, minhas verdades omito e se sofro eu minto. Perdi meus laços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Do medo tirei a coragem e a inquietação necessária. Do meu desespero meus argumentos mais fortes. Perdi, ganhei e até não joguei. Sumiram os dados.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #999999; text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=T1zekdXBnIY"&gt;Desaprendi tudo, desaprendi.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Abro mão de tudo, então, abro as mãos pro tudo: ...que há de vir!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-2936345554066722453?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/2936345554066722453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=2936345554066722453&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/2936345554066722453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/2936345554066722453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2010/10/toquio_11.html' title='Tóquio.'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-4859100525379738825</id><published>2010-06-07T00:02:00.001-03:00</published><updated>2010-12-15T04:09:49.826-02:00</updated><title type='text'>Debaixo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Balançava os pés, afoita. Corria com os olhos de um lado pro outro enquanto as mãos se tocavam ásperas. Bem quando ele chegou com as bebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carro meia dúzia de poucas palavras, frases inteiras sem respostas assumindo forma de ponto final. Ele, mantendo os olhos atentos na rua batia levemente seus dedos no volante, enquanto ela, quase de lado, olhava pra fora pelo vidro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;embaçado&lt;/span&gt; de chuva. Por instantes, como que numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;distração&lt;/span&gt; qualquer, ou por simples força do hábito, os dois se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;entreolhavam&lt;/span&gt; esquecendo qualquer constragimento existente e, percebendo o equívoco, logo assumiam uma posição mais indiferente da que estavam. Assim foram durante todo o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líquido azul, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;drink&lt;/span&gt; da casa. Um gole, dois, e os jovens não se entendiam. Bebiam em desarmonia, ritmo acelerado, sedentos pela embriaguez. Tinham seus motivos.   Estavam ali, sentados, como já estiveram em outros finais de semana,  mas, dessa vez, com muito mais silêncio e fumaça do que de costume. Nervoso, ensaiou deixar o anel cair por três vezes enquanto ela o recriminava com a cabeça. Caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você promete que vai me amar por todos os dias?&lt;br /&gt;- Eu já te amo por todos os dias.&lt;br /&gt;- Mas você promete?&lt;br /&gt;- Prometo que amanhã eu vou ter te amado hoje, e ontem, e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu estava nublado, um daqueles dias que muitos chamam de feio por não saberem enxergar beleza em dias assim, mas não para os dois que trocavam sonhos como se ali o mais belo sol os iluminasse. E quem vai dizer que não estavam iluminados? Poderiam ter conversado no parque ou em uma praça qualquer que nada mudaria e, isso, aprenderam juntos: a não-necessidade da perfeição, da riqueza de detalhes, de uma harmonia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;fajuta&lt;/span&gt;, um dia sempre foi só um dia, outro a mais a ser riscado no calendário. Todo dia era dia, toda hora era hora e no dia cinza-feio ele entregou seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irritada abaixou pra pegar o anel, ele displicente também. Os dois então se viram, curvados à mesa, em busca de um anel que significava aquela união abalada. Mais do que isso, eles buscavam por qual canto o interesse mútuo correra, em qual das deformidades do chão o carinho sumira, no carro, na casa, nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;drinks&lt;/span&gt;, quantas palavras eles foram acumulando, quantas feridas não foram sobrepondo, os dois à sua maneira culpados. Tudo parou. Evaporou. Sorriram brevemente até o segundo seguinte, já recompostos, estranharam, riram, e de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que eu perdi seu anel...&lt;br /&gt;-  ... Pra nos achar, pra nos achar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-4859100525379738825?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/4859100525379738825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=4859100525379738825&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/4859100525379738825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/4859100525379738825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2010/06/debaixo_07.html' title='Debaixo'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-3709694971581083625</id><published>2010-02-10T04:50:00.017-02:00</published><updated>2010-12-15T04:09:49.959-02:00</updated><title type='text'>Perro,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dias andam ensolarados. Tem dias que até chove, mas na maioria faz sol. Hoje por exemplo fez sol, e ontem também. Anteontem choveu, de levezinho, coisa pouca, sabe? Mas comparado com hoje e ontem posso dizer que choveu. Maluco esse tempo, eu sei. Outro dia vi na tevê que esse é o verão mais louco que já tivemos. Sol e chove: sol-sol: chove-sol: tresloucadamente sem parar. Aviso não há e os mais precavidos têm andado com o guarda-chuva em mãos. Acho um porre carregá-lo pra cima e pra baixo, mas é uma puta chatice quando a gente se molha, daí que nesses dias estranhos vamos vagando por entre inconvenientes. Eu gosto de variar. Estou fazendo estágio pra moça do tempo. Mentira, mas tenho acertado tudo às avessas igual você costumava fazer. Lembro bem das saídas adiadas pela sua falta de senso meteorológico. Perro, você ficava tão fofo fazendo aquelas adivinhações furadas que adiar nossos programas ganhava toda uma conotação especial. Sinto mais falta delas do que quando saiamos. Desculpa, mas é que sua cara de lerdo quando o primeiro relâmpago estourava no céu no dia em que você jurando por Deus disse que teríamos sol era impagável. Tanto que, hoje, mesmo que eu pagasse as maiores fortunas do mundo não conseguiria tê-las de volta. E olha, eu pagaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saudades. Sei que parece esquisito depois de tanto tempo eu falar em saudade. Ainda mais hoje quando as feridas parecem fechadas, mas esse é o verão mais louco que já tivemos, não disse? Está tudo diferente. Outro dia me peguei abraçada num retrato nosso, antigo, desbotado até, lembrando das tardes que passávamos juntos. Me vi tão fraca. Dessas que choramingam momentos enquanto a dor não cessa. Tão, que sua voz era bem nítida nos meus ouvidos. Pude ouvir você dizendo alguma coisa sobre eu me levantar do chão e parar de ser boba, secar as lágrimas e ir ver o sol. E de como o riso me saltou à cara só de imaginar que você estava errado de novo. Chovia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você me fez tão forte, sabia? Tão, que fiquei mal acostumada querido. Sua voz sempre me segurando e ensinando. Do acordar ao pegar no sono, você me embalava. Mesmo quando não dormíamos juntos você dava um jeitinho de aparecer mais cedo, preparava o café e logo gritava da cozinha pra eu levantar. Você me levantava em todos os sentidos e a gente sabia dos efeitos que tínhamos um no outro. Da felicidade, do sorriso, do bem-estar e daquelas coisinhas miúdas, despropositadas, mas que muito valiam pra nós. Gostoso saber que fomos tão recíprocos numa reciprocidade diferente. Éramos desmedidos, descabidos e nunca tivemos uma forma de exata de sermos juntos. Fomos exatos um no outro, com o outro, e em separado. Como se eu terminasse em você bem onde você começava em mim. Um ciclo. Meu vício. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia sua voz não me veio. Nesse dia cinza escuro não fez sol nem choveu, até o tempo resolveu dar um tempo quando o menino silenciou. Desde então te mando flores, todos os dias, em uma homenagem póstuma ao que fomos. Não creio que possamos nos esquecer, superar talvez, esquecer jamais. Ainda que pudéssemos, não gostaria. E vou pra sempre falar por nós agora que teus silêncios me dilaceram o peito em pedaços que acabaram ao relento como as únicas cinzas que você me deixou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Preciso dizer que te amo? Ainda que não precisasse eu diria. Te amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Luna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="" name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-3709694971581083625?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/3709694971581083625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=3709694971581083625&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/3709694971581083625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/3709694971581083625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2010/02/perro_4370.html' title='Perro,'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-4154883401742999922</id><published>2010-01-24T03:54:00.014-02:00</published><updated>2010-12-15T04:09:50.034-02:00</updated><title type='text'>Meu bem...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;... as palavras que não te chegam estão em mim, escondidas nos cantos, suprindo a falta que você me faz. Preenchem meus vazios e de lá não saem. Já faz um tempo que tenho encarado o papel, mas vira e mexe é ele quem me encara quase como que me engolindo, e eu fico tão pequeno perto daquele branco todo que até tenho medo. Todo e qualquer amor parece menor quando falado, sabe, não sei, talvez ele perca toda a mágica do sentir, essa coisa tão &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0" style="font-style: italic;"&gt;subjetiva&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, do nosso dentro, que eu acho mesmo que quem deve falar são olhos. E como eles falam.  Na contramão suas palavras, ainda que faladas, me chegam sublimes, é essa coisa de céu bonito e felicidade. Você sabe, tenho imaginado o quanto o céu vai estar feliz quando nos encontrarmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dos &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1" style="font-style: italic;"&gt;borrões&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, sei que a vida às vezes é ingrata e adora nos ver do avesso, mas gosto de pensar que até quando o &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2" style="font-style: italic;"&gt;vento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; te derrubou ele só foi meio desajeitado ao te tirar pra dançar. Ele tem disso, o ímpeto é uma coisa tão difícil de controlar. Nós bem sabemos. Por causa dele nós relutamos tanta coisa. Queria que você sentisse, ainda que só um pouco, o quanto é bom tê-la aqui dentro. Você eu fui guardando. E vou cada dia mais. Qualquer dia acontece de você sair pra pintar não só as paredes de dentro, aí a gente faz arco-íris de risos e sorrisos com a íris brincando de ser, e, olha, como seremos .&lt;/span&gt;..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;trechos da carta que eu não encontrei.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-4154883401742999922?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/4154883401742999922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=4154883401742999922&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/4154883401742999922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/4154883401742999922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2010/01/meu-bem_7251.html' title='Meu bem...'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-4921004783676066840</id><published>2009-11-23T04:36:00.014-02:00</published><updated>2010-12-15T04:09:50.167-02:00</updated><title type='text'>Uma primeira pessoa que desconheço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu vestido era azul ou vermelho? E de repente eu simplesmente não lembro. Só lembro de ver você vindo em minha direção, sentando-se à mesa e dizendo uma meia dúzia de palavras soltas antes de se levantar e sumir. O que você disse mesmo? Era alguma coisa sobre a minha camisa parecer a de um cara em algum filme ou uma piada por eu ter pedido um refrigerante? Não sei. Vê? Já faz um tempo que tudo sobre você ficou impreciso. Se antes eu fotografava cada sorriso seu; cada passo que você dava guardava na memória como parte de um filme; agora tudo que envolve você não passa de um borrão, fotografias manchadas, estragadas pelo tempo.  Só me pergunto agora onde foi que minha memória começou a me trair tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria que parar de pensar em você significasse também ter esquecê-la, não sei, mas é que assim fica parecendo que tudo não passou de encanto. Que durante todo esse tempo você foi só uma ilusão criada pela minha cabeça numa dessas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;auto&lt;/span&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabotações&lt;/span&gt; que a gente se faz pra tentar suprir determinadas faltas. Então eu precisava me apaixonar, é isso? Pura e simples necessidade? Porque se for, meu bem, mesmo de forma fajuta você esteve perto de sê-la. Minha paixão! E a partir daí só minha. Pequena, - engraçado pensar que eu nunca te chamei assim – durante esse tempo, mesmo sem ter certeza, fui criando tanta coisa bonita pra nós que agora é difícil acreditar que você pode ter sido só mais um capricho dessa minha cabecinha aflita.  Desenhei no céu alguns momentos mágicos e os ensaiei em sonhos, coisas pequenas, bem simples, mas que te dariam total dimensão do que é ter pra si minha atenção e carinho que agora me soa totalmente irreal cogitar que não era sincero. Na verdade foi tudo sincero sim, que eu sentia sentia. Quem vai dizer que aquela vontade de te abraçar, de te tocar, de te ver e sentir era normal? Talvez tenha me confundido na intensidade ou por achar que uma coisa assim tão repentina poderia ser tão mais profunda, mas daí achar que não era sincero? Agora então culparemos todos por sonharem? Para que fique bem claro eu cheguei a gostar de você. Do jeito que pude, à minha maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi, então, que tenho acumulado fracassos. Sem dramas, sem sustos. Uma vez li que ‘a vida é confortavelmente muito boa’ e de fato pra mim ela é, mas sentimentalmente falando tenho me feito promessas de mais, ficando sempre a espreita de um olhar terno que, na ânsia de encontrá-lo, mino minhas possibilidades. Quer dizer, vai e coloca em prática que quando se vê o letreiro piscando ‘aqui se é feliz’ você deve caminhar até lá e não correr em disparada. Chega a ser inocente da minha parte, mas essa calma eu ainda não tenho não. Tanto que hoje sou bem mais superficial do que gostaria, beirando o insensível, como se isso fosse um processo natural de auto-proteção, só não quero aqui me ausentar das possíveis culpas que eu tenha, posso sim ter me equivocado outras vezes e errando sem perceber ter me entregado sem me entregar. É que tem gente que se machuca muito fácil e quando machucada se fecha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você mal saiu e eu já estou preparando de novo o terreno. Até lá que não me julguem por viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-4921004783676066840?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/4921004783676066840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=4921004783676066840&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/4921004783676066840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/4921004783676066840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2009/11/uma-primeira-pessoa-que-desconheco_3894.html' title='Uma primeira pessoa que desconheço'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-1918514079396566258</id><published>2009-11-09T00:50:00.010-02:00</published><updated>2010-12-15T04:09:50.241-02:00</updated><title type='text'>Acidente</title><content type='html'>Fratura exposta! Que seja - eu quero uma dor que grite&lt;br /&gt;Cansei de ser quebrado pra dentro e sangrar em silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-1918514079396566258?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/1918514079396566258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=1918514079396566258&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1918514079396566258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1918514079396566258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2009/11/acidente_5064.html' title='Acidente'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8141770980041330894.post-1988445247807472578</id><published>2009-09-28T01:41:00.001-03:00</published><updated>2010-12-15T04:09:50.513-02:00</updated><title type='text'>Um súbito seu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Me peguei olhando para fora do quarto. Vi sobre a mesa uma garrafa de whisky quase vazia, dois copos bem cheios ao lado de um maço todo miúdo de um cigarro qualquer ainda por fumar. Lembrei de como era seu cheiro misturado à fumaça de um trago e de como sua nódoa teimava em me manchar o pulmão. Eu respirava você impura, com todos os jeitos e defeitos e a gente ia brincando de se consumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri até lá ansioso por ver você sentada no sofá cortando as unhas cantarolando um tango qualquer. Quantos tangos nós dançamos mesmo? Sei que não foram muitos. Minha falta de ritmo jeitosamente desengonçada não permitia maiores apresentações e você ficava toda bravinha resmungando pelos cantos ter encontrado um cara estranho para ficar. Eu te achando uma chata, criatura de Deus, perfeitinha de mais, complicadinha de mais. Me escondia com aquele meu discurso de homem feito, sendo na verdade uma criança fantasiada de adulto com medo do escuro e tudo mais, pedindo que segurasse minha mão e me fizesse cafuné sempre que desse e você quase sempre atendia. Quando não, fazia um charme danado negando minhas investidas, me ignorando sumariamente e tudo porque eu  falava sobre minha besta insegurança e o futuro que viria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sufoquei. Tropecei até a sacada buscando um pouco de ar. Era começo de noite e o céu estava estrelado. Caía uma chuvinha bem leve que gelava o ar e a garganta e me confortava o peito. Soprava uma brisa leve, aconchegante, musicada pelas buzinas dos carros e pelo barulho do avião que passava, iluminada pela cidade em alerta, prédios, casas, postes, faróis, todos aqueles ingredientes de um sábado à noite. Aquilo foi tão intenso que te reservei uma lágrima, ou duas talvez. Escutei todo o silêncio gritado em mim suplicando você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua estava como naquele dia do rancho que a gente deitou na grama e ficou conversando besteiras. Você inventava constelações e eu balançava a cabeça dizendo que “sim, essa é famosa” e a gente ria de como parecíamos dois bobos deitados ali. Íamos tatuando no céu, com a ponta dos dedos, nossos nomes e um monte de frases, chegando ao máximo da estranheza e breguisse. Ela flertava comigo como você costumava fazer. Carinho, ternura e cumplicidade. Eu amava os seus olhos e a lua que você era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num descuido uma de nossas estrelas caiu. Passando por mim cadente, cadenciando você dentro de mim. Imortalizando o céu que nós criamos, cheio de nomes tatuados no peito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8141770980041330894-1988445247807472578?l=mimobservador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimobservador.blogspot.com/feeds/1988445247807472578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8141770980041330894&amp;postID=1988445247807472578&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1988445247807472578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8141770980041330894/posts/default/1988445247807472578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimobservador.blogspot.com/2009/09/um-subito-seu_28.html' title='Um súbito seu'/><author><name>Matheus N.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13156922670441921791</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-W4LbDLAl26Y/TuFbeXJjwII/AAAAAAAAB00/dCLhe4hZ4RI/s220/310772_259078670809974_100001235281465_825629_1925188277_n.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
